Time GRANDE!

Como você sabe que um time é Grande, mas GRANDE, mesmo? Quando os torcedores de TODOS os outros times torcem contra ele, oras!

Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

domingo, 10 de maio de 2009

Brawn GP transforma a F-1 numa imensa marmelada!!


Uma grande marmelada foi servida, hoje, para os milhões de fãs da F-1 pelo mundo afora, pela equipe britânica Brawn GP, que é patrocinada por uma empresa, a Virgin, também de origem britânica. Esta, claramente, beneficiou ao piloto Jenson Button, quando este se encontrava na 2a. colocação, após ter sido ultrapassado, logo após a largada, pelo brasileiro Rubens Barrichello, que abriu cerca de 1,5 segundo sobre Button nas voltas seguintes. E por mais que o piloto britânico fizesse voltas cada vez mais rápidas, Barrichello dava o troco e corria de maneira ainda mais veloz.

Com isso, ficava claro que Button não iria conseguir ultrapassar Barrichello na pista. Por isso, restou à equipe Brawn GP a inglória e vexaminosa tarefa de oferecer uma gigantesca marmelada que beneficiou ao britânico Button. O que a britânica Brawn fez foi muito simples: ela mudou a estratégia de corrida de Button, fazendo com que este parasse apenas duas vezes nos boxes durante a prova, enquanto Barrichello fazia as três paradas que estavam programas para os dois pilotos.

A questão essencial aqui não é o fato de Button ter parado apenas duas vezes, mas que apenas no caso dele a estratégia inicial de prova tenha sido alterada. Porque a equipe também não alterou a estratégia de corrida de Barrichello? Isso indica, claramente, um nítido favorecimento da Brawn GP em favor do piloto britânico, que já está recebendo tratamento de primeiro piloto.

Além disso, o acerto do carro de Button, no treino classificatório, foi copiado do acerto do carro feito por Barrichello e o britânico ainda colocou menos combustível do que o piloto brasileiro no treino, sendo que durante todo o tempo deste Barrichello ficou sempre à frente de Button. Assim, foi graças a isso que Button fez a pole.

Assim, Barrichello faz o acerto do carro, Button copia, põe menos combustível que o brasileiro, faz a pole e, durante a prova, apenas ele, Button, é beneficiado por uma alteração na estratégia de corrida.

O que tudo isso prova? Que a Brawn GP já escolheu Button como o piloto pelo qual irá trabalhar, de forma prioritária, durante esta temporada. Alguém poderá dizer que isso já aconteceu, anteriormente, em inúmeras oportunidades na F-1. É verdade. Mas, não me lembro que isso já tenha sido feito quando o campeonato ainda estava na 5a. prova da temporada.

No GP da Espanha vimos, pela segunda vez no ano, a Brawn GP fazer Barrichello parar 3 vezes nos boxes, mesmo com ele tendo um carro competitivo nas mãos e largando entre os primeiros colocados.

Aliás, notem que nas 2 ocasiões em que isso aconteceu o Barrichello foi o ÚNICO piloto que fez 3 paradas nos boxes entre aqueles que largaram nas primeiras posições. NENHUM outro piloto, de qualquer outra equipe, fez isso.

Os únicos que estão fazendo 3 paradas, e raramente, são os que largam lá pela 15a. posição e que estão dirigindo um carro ruim. E olhe lá. E há quem, em função disso, pare apenas 1 vez no box, para tentar ganhar algumas posições durante a prova.

Button, até o momento, não fez 3 paradas em NENHUMA das 5 provas. E o Barrichello fez isso em 2 corridas. Por que será, hein?

O grande problema de Barrichello não é falta de talento para pilotar ou que Button esteja num momento iluminado, mas que ele não se impõe dentro das equipes pelas quais compete. Ele vê que o seu 'companheiro' de equipe é sempre beneficiado nos treinos, durante as provas, etc, e não fala nada, com medo de perder o emprego e os milhões de dólares que ganha.

E o distinto público é tratado feito trouxa, pois acredita estar assistindo a um esporte de competição quando, na verdade, está vendo um negócio corporativo que movimenta bilhões de Euros anualmente e cujos vencedores das corridas são definidos previamente pelas equipes.

A verdade é a seguinte: F-1 é uma grande marmelada. Há quem goste disso. Divirtam-se. Mas, eu paro por aqui.

E quando Button garantir a conquista do título do campeonato lá pela metade do mesmo, tenho certeza de que milhões de outros também irão parar de assitir a esse, literalmente, circo, onde a palhaçada impera e tudo é previamente determinado.

É bom esclarecer: não estou dizendo isso porque o Barrichello está sendo o prejudicado, mas porque aquilo que deveria ser um 'esporte de competição', onde o melhor vence, se transformou num negócio corporativo onde tudo é previamente programado e os vencedores das corridas são escolhidos pelas equipes, pouco importando o que o piloto faz na pista.

Muitos irão dizer que sempre tivemos jogo de equipe na F-1. É verdade. Mas, não na 5a. corrida do campeonato, onde tudo ainda está indefinido.

Jogo de equipe em benefício de um dos pilotos se faz nas últimas provas, quando o campeonato está indefinido e apenas um dos pilotos da equipe tem chances de ser o campeão, ou tem maiores chances de conquistar o título.

Foi isso que a Ferrari fez, por exemplo, na ÚLTIMA PROVA do campeonato de 2007, no GP Brasil, quando Massa fez uma corrida planejada para ajudar Raikkonen a conquistar o titulo.

Agora, fazer isso já nas primeiras provas do ano, como é evidente que a Brawn GP está fazendo em benefício de Button, é o fim da picada.

Não estou dizendo, também, que Button não teria vencido as corridas se a Brawn não o estivesse beneficiando na disputa interna com Barrichello. Talvez Button tivesse vencido as mesmas 4 provas, mas daí seria por mérito dele e não porque foi beneficiado pela equipe, como aconteceu hoje e de forma tão descarada.

Assim, entre ver uma palhaçada em que a marmelada corre solta, prefiro ler um bom livro ou navegar na Internet me informando sobre os assuntos do meu interesse.

Bye bye, F-1!

Quem gosta de ser enganado, que continue assistindo a esse lixo corporativo e onde a marmelada é descarada e corre solta, literalmente, desde o início do campeonato.

Que pena: destruíram com a F-1, um ex-esporte de competição que virou uma sujeira corporativa.

Triste!

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