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Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre a eliminação do Brasil e o equilíbrio do futebol mundial!


Já há muitos anos existe um grande equilíbrio no futebol mundial e antes de qualquer Copa do Mundo se iniciar é perfeitamente possível apontar umas 6 ou 7 seleções que tem condições de conquistar o título do torneio ou, no mínimo, chegar entre os semifinalistas.

No primeiro nível do futebol mundial, temos Brasil, Argentina, Itália e Alemanha, que são as seleções mais fortes e tradicionais, tanto que venceram 9 das 10 últimas Copas do Mundo disputadas: o Brasil venceu 3 (1970; 1994 e 2002); Argentina (1978 e 1986), Itália (1982 e 2006) e Alemanha (1974 e 1990) ganharam 2 cada uma e a França venceu a outra (1998).

Assim, o Brasil é apenas uma destas seleções em condições de conquistar o título. Jamais a única. E qualquer resultado nos jogos entre estas seleções jamais poderá ser considerado uma surpresa 'zebra', pois sempre existiu muito equilíbrio entre elas.

Além disso, em várias Copas do Mundo temos algumas seleções que sempre podem surpreender e, mesmo não conquistando o título, conseguem montar equipes fortes e competitivas, como é o caso da Inglaterra, Holanda, Espanha e França.

Elas constituem uma espécie de segundo escalão do futebol mundial, mas contra quem sempre é complicado jogar, pois sempre tem bons jogadores e, às vezes, conseguem, pelo menos, chegar às semifinais da Copa ou até à decisão (caso da Holanda em 1974 e em 1978, e da França em 1998 e em 2006).

Estas seleções do 'segundo escalão' não tem tanta tradição quanto Brasil, Argentina, Itália e Alemanha, mas uma vitória de qualquer uma delas sobre estas equipes mais tradicionais também não pode ser considerada uma zebra ou uma surpresa e tal resultado (como uma vitória da Holanda sobre o Brasil) deve ser encarado com naturalidade.

Existe um outro grupo de seleções que fica numa faixa 'intermediária', formado pelas seleções africanas, asiáticas e as européias e sul-americanas de menor força, como o Chile, Portugal, Paraguai, Suécia, Bulgária, Romênia, República Tcheca, Turquia, Japão, Coréia do Sul, Dinamarca, Noruega, que nem sempre disputam a Copa do Mundo, mas que às vezes dificultam para as seleções mais fortes. Mas, geralmente, são freguesas das seleções de melhor nível, do primeiro e do segundo escalão do futebol mundial.

Eventualmente, uma ou outra seleção deste grupo surpreende em algumas Copas e conseguem chegar entre as primeiras colocadas, mas sem jamais conquistar o título. Há vários exemplos disso: Turquia e Coréia do Sul em 2002, que disputaram o 3o. lugar em 2002; Croácia, que foi a 3a. colocada em 1998; Suécia e Bulgária, que disputaram o 3o. lugar em 1994; a Polônia em 1974, em 1978 e em 1982.

Quanto ao resto... É o resto, mesmo. Elas formam um grupo que, na sua maioria absoluta, fazem figuração nas Copas do Mundo. Muitas seleções deste grupo ficam felizes apenas de disputar a Copa e o fato de marcar um gol ou obter uma vitória em Copas já representa uma grande conquista para elas. É o caso de países como Eslovênia, Nova Zelândia, Suiça ou Eslováquia, por exemplo.

Portanto, a eliminação do Brasil pela Holanda deve ser encarada com naturalidade, pois a seleção holandesa é uma equipe forte, com bons jogadores (Snejder, Robben, Van Persie) e que tem um forte jogo coletivo, além de estar sempre disputando Copas do Mundo e de já ter chegado à duas finais do torneio.

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