Time GRANDE!

Como você sabe que um time é Grande, mas GRANDE, mesmo? Quando os torcedores de TODOS os outros times torcem contra ele, oras!

Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

sábado, 28 de maio de 2011

Mauro Beting: Messi é mais que um gênio e Barcelona é mais que um clube!


Barcelona 3 x 1 Manchester United - por Mauro Beting!

Messi é mais que um gênio, Barcelona é mais que um clube agora tetracampeão europeu. O mosaico da torcida blaugrana “We Love Football” não é só um lema, é admiração recíproca. Eles amam o futebol espetacular desse time como a bola é apaixonada pela equipe de Iniesta, Xavi e Guardiola. Um time que há 185 jogos seguidos tem mais posse de bola que qualquer rival. Uma equipe que não tem adversário nos últimos 40 anos no futebol mundial.

O United até então invicto (como na final de Roma, em 2009) foi melhor nos primeiros 10 minutos – como há dois anos, marcando à frente. Depois, com o recuo natural, e pela posse absurda do Barça, as bolas voltaram aos seus lugares. O Barça de sempre, com Messi saindo mais da área, Pedro à esquerda, Villa na direita, e Mascherano marcando o isolado Chicharito (pelo desconforto muscular que deixou Puyol no banco). Rooney era o meia-atacante do 4-4-1-1 de Ferguson, travando Busquets. Valencia fechava para seguir Iniesta, Park corria atrás de Daniel Alves e, às vezes, à frente de Messi, Giggs cercava Xavi. Carrick deveria bloquear o argentino, dando um pé a Ferdinand e Vidic.

No papel, ótimo. Na prática, o Barça foi tecendo as conexões, estabelecendo seus intermináveis e intricados conduítes, e o gol era questão de Xavi (livre) achar Pedro (ainda mais livre) e abrir o placar, aos 26. Aos 33, belo (e irregular) gol de Rooney empatou um jogo que já era catalão. E ficaria ainda mais na segunda etapa.

Valdés não fez uma defesa difícil. Van der Sar, em sua despedida de brilhante carreira, fez três. Mas talvez pudesse fazer algo mais quando Messi, aos 8, recebeu livre, limpou à frente de Vidic, e desempatou. Doze gols em 12 jogos da Liga. Mais um golaço dos sete titulares da base barcelonista, responsável por 70% dos gols da equipe em 2010-11.

O terceiro, de Villa, aos 23, nasceu da enésima sucessão de dribles de Messi, e um golaço no ângulo do United. Para a festa merecida em que, até para erguer o troféu, o Barcelona passou a bola a um companheiro. O capitão Puyol deixou que Abidal, operado em março de um tumor no fígado, erguesse o terceiro título europeu deste século ao melhor time do mundo desde 2001 – sem discussão. Ao maior time da história barcelonista – idem.

E, insisto, como a bola insiste em se insinuar para Messi, a melhor equipe que vi desde 1972, quando era garoto, e passei a ver e amar futebol.

Não por acaso, um time com gente que se adora e é amada pela bola desde que jogavam de meninos, na cantera de La Masia, casa dos niños do Barcelona tetracampeão europeu.

Para o bem do futebol, depois de uma final onde o grande vencedor foi o próprio esporte, que venha o Santos de Neymar e Ganso, no Mundial do Japão.

Link:

http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2011/05/28/barcelna-3-x-1-manchester-united/

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