Time GRANDE!

Como você sabe que um time é Grande, mas GRANDE, mesmo? Quando os torcedores de TODOS os outros times torcem contra ele, oras!

Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

sábado, 27 de agosto de 2011

'Made in Barcelona' vira moda e clubes correm atrás de sobras!

'Made in Barcelona' vira moda e clubes correm atrás de sobras


RAFAEL REIS - da Folha.com

O Barcelona é uma grife de futebol bonito e vencedor. Uma marca que se tornou tão cara a ponto de ninguém ter a ousadia de tentar adquirir seus artigos mais valiosos.

 
Sebastien Nogier/France Presse
Mas todos desejam os produtos criados na Catalunha. Nem que sejam aqueles que estão sobrando no estoque. Na tentativa de absorver o estilo que fez o Barcelona ser invejado, clubes espanhóis e até outros grandes da Europa viraram compradores de crias da base catalã que ficaram sem espaço no time.

O português André Villas-Boas, técnico sensação da Europa no momento, assumiu o comando de um milionário Chelsea e, entre infinitos possíveis reforços, pediu a contratação de um volante do time B dos catalães: Oriol Romeu, 19 anos e um jogo no time principal do Barcelona.

A Roma, adquirida por um grupo dos EUA e financeiramente revitalizada, foi além na tentativa de virar um clone do clube de Messi e Xavi.

Os italianos contrataram Luis Enrique, técnico que levou o Barça B ao terceiro lugar na segunda divisão (disputaria os playoffs de acesso à elite se não fosse uma filial), e Bojan, ex-promessa de lá que não deixava o banco.

Os portugueses também se reforçaram com quem estava sobrando na linha de produção azul e grená. Benfica e Sporting contrataram jogadores "made in Barcelona".

E há produtos de La Masia, sede da categoria de base mais badalada do mundo, espalhados por toda a Espanha. Dos 20 clubes da primeira divisão nacional, que começa neste sábado depois de greve dos jogadores impedir a primeira rodada na semana passada, 12 têm jogadores que saíram desse centro de formação.

A lista de quem se beneficia do DNA barcelonista traz equipes importantes, como Sevilla e Atlético de Madri. Em geral, os atletas que buscam esses caminhos são os que passaram pelas categorias inferiores e não conseguiram espaço na hora de subir para o time grande do planeta que mais usa sua base.

Onze dos 21 atletas do seu elenco principal foram forjados em casa --o zagueiro Fontás e o meia Thiago Alcántara foram promovidos agora. A quantidade de revelações do Barcelona é tão grande que mesmo quem não passou pela peneira da promoção pode ter sucesso.

O zagueiro Alberto Botía, 22, que há dois anos trocou o clube pelo Sporting Gijón em busca de chances, foi convocado quinta-feira pela primeira vez para a seleção adulta.

A lista para as partidas contra Liechtenstein e Chile, no próximo mês, conta também com o lateral direito Martín Montoya, 20, do Barcelona B, que participou de apenas duas partidas no time principal.

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/966114-made-in-barcelona-vira-moda-e-clubes-correm-atras-de-sobras.shtml

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Europa: Futebol cai junto com economia e patrocinadores desaparecem!

Europa: Futebol cai junto com economia

EUROPA
Em grave crise, Espanha e Itália sofrem para iniciar temporada


DE SÃO PAULO

Juntas, Espanha e Itália somam cinco títulos de Copas do Mundo, 14 de Mundiais de Clubes, 25 de Copas dos Campeões da Europa e incalculáveis problemas financeiros.

Afundados em dívidas, os dois países veem a crise econômica tomar conta do futebol e ameaçar duas das mais importantes ligas do mundo.

O Campeonato Espanhol, que começaria no último fim de semana, teve a primeira rodada adiada devido a uma greve de jogadores que temem levar calote dos clubes.

E, até ontem, a realização da segunda rodada continuava sob dúvida -a sexta reunião para tentar solucionar a questão terminaria depois do fechamento desta edição.

O início do Italiano, previsto para sábado, também corre risco de ser atrasado. Entre as razões da paralisação está uma lei criada pelo governo para aumentar a arrecadação nesses dias de crise.

Com dívidas públicas que juntas chegam a € 2,3 trilhões (R$ 5,3 trilhões) e o temor de que não conseguirão honrar seus compromissos, Espanha e Itália recorreram neste mês a auxílio de € 22 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) do BCE (Banco Central Europeu).

Mas esse dinheiro não aliviou a situação financeira do futebol dos países que venceram as duas últimas Copas.

Além da derrocada financeira do país, a Espanha sente o reflexo do modelo deficitário de distribuição de renda. Barcelona e Real Madrid recebem cerca de metade de todo o dinheiro pago pela TV para transmitir as duas primeiras divisões da liga.

E, enquanto a dupla crescia, as outras equipes se endividavam. A bolha estourou com a chegada da crise.

Com poucos recursos, os clubes têm atrasado salários e acumulam dívida de € 50 milhões (aproximadamente R$ 116 milhões) com os jogadores. A reivindicação dos grevistas é a adoção de medidas que lhes protejam disso.

A crise italiana é visível há mais tempo e não poupa nem os grandes. Na última edição do ranking dos times que mais faturam no mundo feito pela consultoria Deloitte, o primeiro do país, o Milan, aparece na sétima posição.

As equipes do calcio não conseguem diversificar as fontes de renda e são dependentes da verba da TV, que representa, em média, mais de 60% dos seus faturamentos -no Barcelona, só 36% da receita vem dos direitos.

Sem dinheiro, o futebol italiano tem perdido prestígio e força dentro de campo. Samuel Eto'o, astro da Inter de Milão, transferiu-se para um time russo, e o país perdeu a quarta vaga na Copa dos Campeões para a Alemanha.

Enquanto isso, os atletas tentam fazer com que os times sejam responsáveis por pagar uma nova taxa sobre trabalhadores com salários superiores a € 90 mil (R$ 208 mil) por ano. E cobram mais liberdade nas transferências.

Um novo encontro entre o sindicato dos jogadores e os clubes está marcado para a manhã de hoje. (RAFAEL REIS)

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2508201124.htm

Colapso faz patrocinadores desaparecerem

DE SÃO PAULO

Se a temporada 2011/12 do Espanhol começasse hoje, metade dos times da primeira divisão estrearia com uniformes sem patrocinadores.

Em tempos de crise econômica, 10 dos 20 clubes da elite da atual campeã mundial não recebem dinheiro para expor marcas nas camisas.

A falta de apoio atinge até mesmo equipes de expressão, como Sevilla, Valencia, Villarreal e Atlético de Madri. E faz os valores despencarem.

A Kia pagava € 11 milhões anuais (R$ 25,5 milhões) para ser a principal patrocinadora do Atlético, terceiro maior vencedor do país. Hoje, o time de Madri ficaria satisfeito se fechasse contrato por um terço do valor.

Segundo o jornal "Marca", as diretorias dos quatro clubes estão dispostas a abrir negociação se receberem propostas de € 3 milhões (R$ 7 milhões) -quase o mesmo que a cota firmada pelo Flamengo para só quatro meses.

Vivendo em um mundo paralelo dentro da Espanha, Barcelona e Real Madrid têm patrocinadores que pagam dez vezes mais que isso.

A soma dos valores que dois clubes ganham anualmente da Qatar Foundation, primeiro patrocinador no uniforme do Barcelona, e do site de apostas Bwin dá € 60 milhões (R$ 140 milhões).

Os outros oito clubes espanhóis que conseguiram apoio para esta temporada recebem bem menos: juntos, conseguem apenas€ 10 milhões (cerca de R$ 23 milhões). (RR)

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2508201125.htm

domingo, 21 de agosto de 2011

Andrés Sanchez coleciona aliados fortes, desafetos duros e se consagra como o maior presidente da história do Corinthians!

Fim de Jogo? - por BERNARDO ITRI E EDUARDO OHATA  

De saída do Corinthians e cogitado para presidir a CBF, Andres Sanchez fala de preconceito, filhos, mulheres, acne e seu futuro no futebol  




Poucas horas antes da partida entre Corinthians e América-MG, pela 14a rodada do Brasileiro, o celular de Andres Sanchez, 47, presidente do clube paulista, toca. "Cuidado com o jogo de hoje. Três derrotas seguidas significam crise total, não dá para perder...", ecoa no telefone do corintiano. Como quem segue a instrução de um superior, Andres concorda com a cabeça, diz que sabe desses perigos, pergunta da família e logo desliga.

Do outro lado da linha, quem falava era o mais ilustre torcedor do Corinthians: o ex-presidente Lula. Naquele dia, a equipe venceu por 2 a 1. "Ele é como todo torcedor. Quando alguém erra, ele reclama, diz: 'Pô, mas esse jogador fez isso, tem que tomar cuidado'", conta o cartola. A proximidade de Andres e o Corinthians com Lula rendeu frutos. Embora o corintiano negue, o ex-presidente foi peça-chave para que fosse tirado do papel o tão sonhado estádio do time.

A relação com o petista é uma das muitas que o cartola cultivou desde 2007, quando assumiu a presidência do clube. Entre nomes do futebol e políticos, Andres, que se programa para deixar o cargo em dezembro, coleciona aliados fortes e desafetos duros.

Um dos mais recentes amigos é o maior responsável pela Copa do Mundo no Brasil. O presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, indicou Andres para chefiar a delegação da seleção na Copa de 2010. Tarefa importante que o corintiano cumpriu, mas que lhe rendeu um desafeto: o técnico Dunga não gostava da abertura que seu chefe de delegação dava para a imprensa.

Dunga fracassou, e o corintiano sobreviveu. Desde então, fortaleceu-se no futebol e continuou gerando polêmicas. O exemplo mais recente é a construção do Itaquerão. Andres insiste em dizer que não há dinheiro público no estádio, a sua maior conquista no comando do Corinthians. Mas a arena receberá R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 420 milhões de incentivos fiscais da prefeitura.

"O cara" da zona leste Origem do dinheiro à parte, o fato de conseguir iniciar as obras do estádio corintiano, que teve 13 maquetes desde os anos 1970, faz com que o cartola se torne cada vez mais popular na zona leste, onde a arena será erguida.

Assim como Lula, seu ídolo confesso, Andres recebe tratamento digno de presidente quando vai à região, especialmente em Itaquera. De líderes locais, animados pela súbita valorização de seus imóveis, brotam elogios.

"Esse André [sic] é o cara. Estou feliz. O preço de todas as casas aumentou, incluindo o da minha", comemora o taxista Helio Sousa Santos, 48, que mora na região. "Ele fala uma linguagem que é nossa. Não é rebuscado, não tem papas na língua e não tem medo de dizer besteira", define Lídia Paniaga, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itaquera.

Quando o assunto é a zona leste, Andres age como um político. "Muita gente não tinha perspectiva de trabalho, de renda, de emprego, porque os governos sempre deixaram o fundão da zona leste de lado. Agora essas pessoas vão ter um retorno. O que a zona leste deu para o Corinthians em cem anos, nós vamos devolver em três."

Há, porém, oposição aos efeitos da obra. "A Copa vai causar desapropriação de várias casas, e muitas famílias ficarão sem teto", argumenta Benedito Barbosa, presidente do Comitê Popular da Copa, que organizou protesto em frente ao terreno do Itaquerão.

Uísque com guaraná
A relação de Andres com a zona leste é estritamente profissional. A maioria de suas atividades que não estão relacionadas ao Corinthians acontece em outros cantos da cidade.

Morador da zona oeste, costuma frequentar locais próximos de sua casa ou na zona sul. Boêmio, vai à Passatempo, no Itaim Bibi, boate conhecida por receber cartolas, agentes de jogadores e atletas, e à boate Cortez, de música sertaneja, na Vila Olímpia.

Quando sai, não abre mão de beber uísque Red Label com guaraná. "Faz oito anos que não bebo cerveja. Bebo uísque como se fosse cerveja. É cada puta foguete...", conta Andres, que fuma cigarros "light". No início deste ano, Andres marcou presença no aniversário de Neymar, na boate Royal, no centro. Ficou por algumas horas, em um camarote fechado, junto do ex-atacante Ronaldo, um dos sócios da balada. Enquanto curtia a festa, jogadores do Corinthians se divertiam no ambiente, com bebida à vontade e muitas mulheres. O fato de sair e beber com atletas do clube é, aliás, um dos pontos mais levantados por críticos do cartola.

Separado, Andres é mais discreto ao falar de suas namoradas. Apresentadoras de TV, modelos e atrizes estão na lista de beldades com quem ele teria mantido algum tipo de relacionamento. Questionado se o assédio feminino é muito grande, Andres afirma que sim, para em seguida disfarçar. "Graças a Deus, é o que dizem. Mas afirmo e repito: não sou galinha como falam."

Depois, ao ser indagado se é um homem bonito -e por isso faz sucesso com as mulheres-, Andres filosofa: "Tem muito assédio porque o Corinthians é muito bonito!". E emenda: "É mentira. É mentira que namorei a Rosane Collor [ex-primeira-dama]".

Há poucos anos, o vaidoso corintiano chegou até a fazer "peeling" no rosto. "Tive acne quando jovem e ficaram muitas marcas. Me incomodava, sempre me incomodou. Deu uma melhoradinha, mas foi para nunca mais fazer -dói muito."

Família e preconceito
Filho de espanhóis, Andres nasceu em Limeira, no interior paulista. Tem dois filhos, do casamento de 12 anos com Odete, de quem se separou em 2001 e sobre quem não costuma falar. É no Pacaembu que Andres tem encontrado mais o filho Lucas, 18.

"Talvez veja meu filho mais nos jogos do que em outro lugar depois que me tornei presidente", diz. Lucas está entrosado no meio do futebol. Chegou a acompanhar o pai, recentemente, em uma festa de um agente de jogadores, onde bateram ponto atletas, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, e outros boleiros. "Sei das dificuldades que ele tem por ser presidente do Corinthians. Mas admiro sua determinação", disse Lucas, que já fala por meio do assessor de imprensa do pai.

Andres reclama que os insucessos do time respingam nos filhos. Marina, 14, deixou até de ir à escola após a eliminação do Corinthians da Libertadores deste ano. "Tem sempre uma cobrança, uma piadinha. [Os amigos] Reclamam que houve uma contratação errada, que o time não está correndo. Mas eles estão mais fortes agora."

Embora não seja afetado diretamente por esse tipo de zombaria, Andres se diz alvo de outro "preconceito". O corintiano, que estudou até a 8a série, relata que se sente desconfortável quando está em um ambiente com pessoas que tiram sarro do seu jeito de falar. Ele omite frequentemente a letra "S" dos plurais.

"Tiram sarro, não. São preconceituosos. Você se sente mal por saber que em alguns lugares te olham torto pelo preconceito, isso é muito difícil. Isso me entristece, mas falo como 85% da população brasileira", afirma ele, que disse ter interrompido os estudos para trabalhar e ajudar a família.

Da prefeitura à CBF
Se um dos motivos de Lula ter chegado à Presidência foi o fato de ele "falar como o povo", Andres poderia ser uma potência na política. Alguns de seus amigos sugerem como destino do cartola a Prefeitura de São Paulo, mas ele diz nem pensar no caso. Mesmo assim, é filiado ao PT.

"Em 2012 me vejo trabalhando, vivendo minha família. Não quero cargo político, mas acho que todos deveriam se interessar. Minha família sempre foi de sindicalistas. Eu mesmo fui presidente do sindicato de todos os Ceasas de 1982 a 1985", diz ele, que começou a vida profissional trabalhando com um tio e, depois, com o pai em uma banca de feira no Parque Dom Pedro, no centro.

A permanência do presidente corintiano nos bastidores do futebol, porém, é o que mais se ouve ao conversar com seus aliados. Um dos maiores articuladores do enfraquecimento do Clube dos 13, entidade que negociava os direitos de TV das principais equipes do país, Andres se aliou à Globo e à CBF e é cotado para presidir a Liga, órgão que substituiria o C13.

Andres nega. "Não serei o presidente da Liga. Acho que o presidente tem que ser um executivo de mercado, tem que profissionalizar ao máximo, se a Liga vier a existir." Outra opção, mais audaciosa, é a CBF. Cartolas influentes veem em Andres o sucessor natural de Ricardo Teixeira, que deverá se candidatar à presidência da Fifa em 2015.

Novamente, ele nega. "Não pleiteio esse cargo. Quero trabalhar para ajudar o futebol brasileiro e principalmente o Ricardo Teixeira. Mas o futuro a Deus pertence." Pesa contra a promoção de Andres sua ligação com empresários de futebol. A maior crítica a ele está relacionada à amizade com o iraniano Kia Joorabichian. A MSI, empresa que era do agente, investiu no Corinthians em 2004 e 2005 e chegou a ser investigada pela Polícia Federal por suposta lavagem de dinheiro.

Desde que a parceria ruiu, Kia foi embora do país, mas continua fazendo negócios com o clube. "Tenho boa relação com o Kia. Mas não há ligação comercial nenhuma entre mim, o Corinthians e ele." A única certeza é a permanência na presidência do Corinthians só até dezembro. Embora sofra pressão para mudar o estatuto do clube para que seja permitida a reeleição e ele continue no cargo, Andres rechaça a ideia. Quer passar o bastão a um sucessor, assim como fez Lula com Dilma Rousseff.

"Se fizer meu sucessor, quando ele precisar, estarei disponível. É como o Lula, que é consultado. Ninguém fica oito anos no governo e em seis meses dizem para ele: 'Não precisa falar mais nada que eu sei tudo'." O que se vê desenhado para Andres é exatamente o que o ex-presidente tem praticado. Da mesma maneira que Lula, que continua atuante após deixar o Palácio do Planalto, o cartola deve seguir como um dos principais nomes da política esportiva nos próximos anos.

isto é andres
"O Corinthians não joga mais no Morumbi enquanto eu for presidente. Só jogo lá se for mando do São Paulo"
14.fev.2009

"Nada é impossível. Só a morte é impossível"
17.dez.2010

"As pessoas bebem fora do estádio, antes de entrar nos jogos. Por que não podem beber dentro também?"
10.dez.2009

"Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de serem gângsteres"
3.mai.2011

"As obras [do Itaquerão] estão 100% a vapor"
16.jun.2011

linha do tempo
Corinthians

1910
O clube é fundado

1972
Vicente Matheus vira presidente

1977
Título do Paulista encerra um jejum de 22 anos

1990
Primeiro título do Campeonato Brasileiro

1993
Alberto Dualib chega à presidência

2000
Título do Mundial da Fifa

2004
Início da parceria com a MSI, com o apoio de Andres

2008
O atacante Ronaldo chega ao clube

2009
Vence o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil

Andres
1963
Nasce em Limeira, no interior paulista

1969
Torna-se sócio do Corinthians

1976
Começa a trabalhar em banca de frutas no Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo

2003
Torna-se vice-presidente de esportes terrestres

2007
É eleito presidente no lugar de Alberto Dualib

2010
É chamado por Ricardo Teixeira para chefiar a delegação brasileira na Copa

ALIADOS
Do Corinthians
LUIS PAULO ROSENBERG
diretor de marketing
É o responsável pelo sucesso de marketing do clube

KIA JOORABICHIAN
empresário iraniano e ex-presidente da MSI
Quando vem ao Brasil, encontra-se com Andres e sempre é defendido pelo cartola

CARLOS LEITE
empresário
Foi o agente que teve melhor trânsito no Parque São Jorge durante a gestão de Andres

ANDRÉ LUIZ OLIVEIRA (André Negão)
diretor-administrativo
Foi um dos articuladores da caminhada de Andres à presidência do clube

RONALDO
ex-jogador
Participa da vida do clube nos bastidores

MÁRIO GOBBI
ex-diretor de futebol
É o escolhido por Andres para ser seu sucessor

Da política
LULA
ex-presidente
Foi peça fundamental para o estádio sair do papel

ORLANDO SILVA JR.
ministro do Esporte
Estreitaram laços depois que o Itaquerão foi indicado para a Copa

GILBERTO KASSAB
prefeito de São Paulo
Deu R$ 420 milhões de incentivos fiscais para a obra do estádio

Da CBF
RICARDO TEIXEIRA
presidente
Ficaram próximos na eleição do Clube dos 13, em 2010, quando apoiou o candidato da CBF, Kleber Leite

MANO MENEZES
treinador
Considerado por Andres um de seus maiores acertos no futebol do clube

Da Globo
MARCELO CAMPOS PINTO
executivo da Globo Esporte
Viu Andres defender a negociação individual com a Globo pelos direitos de TV do Brasileiro

DESAFETOS
Do Corinthians
ALBERTO DUALIB
antecessor de Andres
Andres foi diretor de Dualib quando ele era presidente do Corinthians, mas depois se opôs a ele

ANTONIO ROQUE CITADINI
presidente do Conselho de Orientação do Corinthians
Ex-vice de futebol, é um dos principais críticos da gestão de Andres

PAULO GARCIA
oposicionista
É o provável candidato de oposição na próxima eleição corintiana, em dezembro ou fevereiro

Cartolas e Técnico
JUVENAL JUVÊNCIO
presidente do São Paulo
Principal desafeto do cartola, viu Andres impedir o Corinthians de mandar jogos no Morumbi

DUNGA
ex-técnico da seleção brasileira
Enquanto tentava blindar a equipe da imprensa na Copa, o corintiano falava frequentemente com jornalistas

FÁBIO KOFF
presidente do Clube dos 13
Foi enfraquecido pela negociação de Andres com a Globo sem a participação do C13

as jogadas
Os acertos e erros da gestão Andres

BOLAS DENTRO
ITAQUERÃO Com a ajuda do poder público, conseguiu tirar do papel o sonhado estádio corintiano

BLINDAGEM Tirou o Corinthians, conhecido por ser desorganizado, da mira de tiro de críticos. Tornou o clube mais fechado

COFRES Aumentou muito o faturamento corintiano -em 2010, ele foi de R$ 212,6 milhões. Os maiores rendimentos vieram de patrocínio e receita de bilheteria

RELAÇÃO POLÍTICA Hoje, o Corinthians tem trânsito fácil na CBF e na Federação Paulista de Futebol, entidades com as quais Andres mantém bom relacionamento

BOLAS FORA
CONTRATAÇÕES Pecou na hora de reforçar o clube, com jogadores caros e que pouco renderam. Souza, Defederico e Tcheco são exemplos

CATEGORIA DE BASE Pouco investiu no setor. Por isso, raros foram os jogadores formados no clube que se destacaram na equipe principal

SEM LIBERTADORES Em sua gestão, ganhou um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil e a Série B. Mas fracassou em duas Libertadores

ENTRADA DE AGENTES Empresários do futebol tiveram portas abertas no Parque São Jorge. Ao mesmo tempo em que colocam seus atletas, podem pressionar o clube para vendê-los

Casa própria
Itaquerão deve ficar pronto em fevereiro de 2014


Lalo de Almeida/Folhapress

Terreno onde está sendo construído o estádio Itaquerão

O estádio do Corinthians começou a sair do papel depois que o Morumbi foi excluído da Copa. Seu projeto inicial, com 48 mil assentos, previa custos de cerca de R$ 350 milhões. Mas, como São Paulo é indicada para abrir o evento, que reúne o maior número de autoridades de toda a Copa, o projeto sofreu alterações e seu preço ficou em R$ 820 milhões.

A prefeitura concedeu incentivos fiscais de R$ 420 milhões, e o BNDES emprestou outros R$ 400 milhões. Porém, se a cidade for mesmo abrir o Mundial, o estádio vai precisar de mais 17 mil lugares. Quem vai pagar a estrutura provisória será o governo paulista, que deve gastar R$ 50 milhões.

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/revista/saopaulo/sp2108201113.htm

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

61% dos paulistanos são a favor da construção do estádio do Corinthians!

Itaquerão sim; abertura tanto faz

Pesquisa Datafolha mostra amplo apoio de paulistanos à arena, porém maioria não se empolga com festa inicial e 1º jogo da Copa

DE SÃO PAULO

Os paulistanos, incluindo a maioria dos torcedores santistas e parcelas expressivas dos palmeirenses e são-paulino, querem o Itaquerão. O mesmo não se aplica à abertura da Copa de 2014.

É o que mostra pesquisa Datafolha realizada nos dias 4 e 5 de agosto, que entrevistou 624 pessoas e que tem margem de erro máxima de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pelo levantamento, 61% dos moradores da cidade são a favor da construção da arena corintiana, que tem custo atual estimado em R$ 820 milhões, sem contar instalações provisórias específicas para o Mundial que serão bancadas pelo governo do Estado.

Os que disseram ser contra o estádio foram 28%, e 11% não souberam responder.

O maior apoio, óbvio, é dos corintianos (83%). Mas é enorme entre os santistas (67%) e parecido, e considerável, entre palmeirenses (49%) e são-paulinos (46%).

SEM EUFORIA

Estádio para o Corinthians tudo bem, mas nada de dinheiro público ou euforia com a abertura do Mundial.

A pesquisa apontou que 60% dos entrevistados têm a opinião de que a abertura da Copa para São Paulo é nada importante -23% a julgam um pouco importante e apenas 17% muito importante.

Ironia é que são os corintianos os mais descrentes com a abertura, evento que, segundo prefeitura e governo de SP, justifica isenções fiscais e investimento estatal em estruturas provisórias.

Entre os entrevistados que se disseram corintianos (praticamente um terço da cidade), 70% classificam o jogo inaugural do Mundial como nada importante. Índice que cai para 57% entre os são- paulinos, que viram o Morumbi ser rejeitado pela Fifa.

Se dependesse do paulistano, o uso de verba estatal no Itaquerão seria vetado. A utilização de dinheiro dos cofres públicos nas três esferas de governo foi rejeitado pela maioria dos entrevistados.
Nesse ponto, a paixão clubística fica mais evidente.

No grupo dos corintianos, 53% disseram, por exemplo, serem a favor de investimentos da prefeitura na arena.

Entre os santistas, o índice foi de 27%, caindo para 20% no caso dos palmeirenses e 19% no dos são-paulinos.

MEIO A MEIO

Os moradores da maior cidade do país se dividem quanto aos efeitos da Copa.

O Datafolha perguntou se o evento trará mais benefícios ou prejuízos para a população, e houve empate técnico -53% optaram pelo lado positivo e 47% pelo negativo.

Aprovação maior só para os efeitos do Mundial na zona leste e em Itaquera.

Segundo a pesquisa, a competição terá mais efeitos positivos do que negativos na zona leste para 66% dos entrevistados e para 67% no caso específico do bairro.


Link:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1908201102.htm

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Com time competitivo, Corinthians não vê rivais nas arquibancadas!

Com time competitivo, Corinthians não vê rivais nas arquibancadas

Pelo segundo ano seguido, clube paulista lidera médias de público e renda do Brasileiro

Bruno Winckler, iG São Paulo | 12/08/2011 

Pelo segundo ano seguido, o Corinthians lidera com folga as estatísticas de renda e público do Campeonato Brasileiro. Dono da segunda maior torcida do país, o clube paulista não enfrenta problemas para encher o Pacaembu nem mesmo aplicando o mais caro ingresso do torneio. A explicação da diretoria é óbvia: com mais de “30 milhões de loucos”, basta ter um time competitivo para que o Pacaembu esteja lotado a cada rodada.



Foto: Gazeta Esportiva 
Jogo do Corinthians no Pacaembu é quase sinônimo de casa cheia
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“O Corinthians é maioria em todos os segmentos. Rico, pobre, milionário, favelado, branco, negro, índio. É natural. O que tem de ter é um time competitivo para sempre atrair o torcedor para o estádio”, disse o presidente Andrés Sanchez em visita recente ao CT do Parque Ecológico. “Corintiano sempre vai encher estádio”, completou. Domingo, contra o Ceará, o Corinthians pode ampliar suas estatísticas. Até a quinta-feira á noite, 16 mil ingressos já haviam sido vendidos para o duelo no Pacaembu.


O Corinthians já somou em R$ 6.438.542,00 em arrecadação nas sete partidas que realizou como mandante neste Brasileiro. O valor é R$ 2,2 milhões superior ao que o Flamengo arrecadou em oito jogos. Uma das explicações para tamanha disparidade está no preço do ingresso. Em média, um torcedor que vai ao Pacaembu paga R$ 33,90 por bilhete. Para os jogos do Flamengo no Engenhão o valor médio é de R$ 25,38.

No Pacaembu, dividido por setores, há entradas que variam de R$ 30 a R$ 180. Torcedores cadastrados ao programa “Fiel Torcedor” pagam 40% do valor dos bilhetes. Neste Brasileiro, o Corinthians tem média de 27.141 torcedores por jogo. Abaixo do time paulista vem o Bahia, com 23.497 e o Flamengo: 20.934.

Melhor também fora de casa

Além das melhores médias como mandante, o Corinthians tem também a melhor presença de público nos jogos em que faz como visitante. Com fãs em todo o Brasil, o Corinthians tem nos oito jogos em que jogou fora de casa a melhor média entre os 20 times que disputam o campeonato: quase 22 mil torcedores. Em segundo está o Vasco, 20,8 mil, seguido por São Paulo, 18,6 mil, e Flamengo, 17,9 mil.

Em 2010, quando também fez boa campanha e disputou o título até o final, o Corinthians foi dono da melhor média de público e também foi o clube que mais arrecadou. Nos 19 jogos como mandante, 27,4 mil torcedores estiveram no Pacaembu em média. A arrecadação total foi de R$ 17.091.877,00. O Fluminense, campeão, ficou em segundo tanto em público como em renda. O clube carioca teve 23,9 mil torcedores de média nos seus jogos em casa e arrecadou R$ 11.061.980,00.

Link:
http://esporte.ig.com.br/futebol/com+time+competitivo+corinthians+nao+ve+rivais+nas+arquibancadas/n1597133527826.html

Brasil pode se tornar uma nova Inglaterra no Futebol! - por Marcos Doniseti!

Brasil pode se tornar uma nova Inglaterra! - por Marcos Doniseti!

Existem fortes evidências de que a Seleção e o futebol brasileiros estão caminhando para seguir o mesmo rumo da Seleção e do futebol da Inglaterra.

Explicando: A Inglaterra tem uma seleção das mais tradicionais do futebol mundial. É o país que inventou o futebol moderno, estabelecendo as suas regras. Porém, desde que sediou e venceu a única Copa do Mundo de sua história, em 1966, nunca mais ganhou coisa alguma.

Em compensação, os ingleses tem, hoje, o melhor e mais competitivo campeonato de clubes do mundo. Alguns dos maiores clubes do planeta são da terra da Rainha, como é o caso do Manchester United, Chelsea, Arsenal, Manchester City e Liverpool. Estes clubes vivem jogando e ganhando títulos internacionais importantes e são contratados, a peso deo ouro, para amistosos e até para fazer as suas pré-temporadas na Ásia e na América do Norte.

Até mesmo jogadores que são ilustres desconhecidos fora do Reino Unido, são negociados por dezenas de milhões de libras no futebol britânico. Seus jogadores mais importantes ganham os maiores salários do mundo do futebol.

Em compensação, a Selação da Inglaterra, embora tenha muita pose, não ganha nada desde 1966. Nem mesmo uma Eurocopa de Seleções ela consegue vencer.

O Brasil está dando sinais de que pode seguir pelo mesmo caminho.

Afinal, seus principais clubes estão cada vez mais fortes financeiramente.

Até mesmo o Santos, muito tradicional, mas com uma torcida bem menor do que a do Corinthians e a do Flamengo, conseguiu segurar Neymar e Ganso, que foram assediados por grandes clubes europeus, como o Real Madrid.

Corinthians e Flamengo assinaram contratos milionários com a Rede Globo (dos maiores do mundo), na faixa de R$ 100 milhões anuais,  pela venda dos direitos de transmissão dos seus jogos. Os patrocínios do Corinthians na sua camisa rendem cerca de R$ 60 milhões anuais ao clube, sendo um dos 5 maiores contratos de patrocínios na camisa do mundo. O dinheiro que entra nos cofres do clube é tanto que o mesmo chegou até a oferecer 45 milhões de Euros pelos direitos de Tevez, do M.City, um clube cujos donos possuem uma fortuna de US$ 1 trilhão.

Ao mesmo tempo, a Seleção Brasileira  foi muito mal nas duas últimas Copas do Mundo, sendo eliminado nas quartas-de-final tanto em 2006, como em 2010. E os únicos títulos que venceu foram os da Copa das Confederações e o da Copa América, o que é muito pouco para um país que já venceu 5 Copas do Mundo, sem dúvida alguma.

A fase atual da Seleção Brasileira, que joga muito mal e perde quase todos os seus jogos, sendo que teve um desempenho medíocre na Copa América deste ano, é uma evidência clara de que o Brasil pode estar seguindo o mesmo caminho da Inglaterra.

Ainda dá para evitar isso? Claro que sim. Mas, para isso, muitas coisas precisariam mudar no futebol brasileiro. Mas isso já é assunto para outro texto.

A greve no futebol da Espanha - por Roque Citadini!.

A greve no futebol da Espanha - por Roque Citadini!



1900 (Bernardo Bertolucci, 1976) (Reprodução)

O futebol espanhol está em crise, afirma na edição de hoje, 12/8, o jornal El País.

Os Clubes devem 50 milhões de euros a 200 atletas da Primeira e da Segunda divisões espanholas, conforme nota da AFE.

Diante desta situação, os jogadores decidiram fazer greve nas duas primeiras rodadas do Campeonato Espanhol.

Trata-se de uma greve por motivo simples: por falta de pagamento de salário, os atletas não jogarão.

Aí está a face futebolística da atual crise econômica europeia.

Um campeonato de primeira grandeza, badalado como o espanhol, pode sofrer adiamento em seu início por uma greve.

A brutal crise econômica que a Europa vem atravessando nos últimos meses só podia levar a este quadro.

No caso espanhol, apenas Real Madrid e Barça vivem situação razoável, ancorada em apoio público, mas a verdade é que a crise não se limitará à Espanha.

Itália, Portugal, França e até Inglaterra passarão a sentir semelhantes reflexos em seus Clubes.

Para o futebol brasileiro e latino-americano, que sempre viveu com olhos no mercado europeu de atletas, o que ocorreu refletirá aqui.

Vários jogadores voltarão ao Brasil, enquanto muitos não mais partirão atrás do sonho europeu.

Esta situação acena com melhoras para os nossos campeonatos.

No futuro, com a consolidação da expansão econômica brasileira, nosso futebol preservará suas estrelas e estará à altura dos melhores campeonatos do mundo.




1900 (Bernardo Bertolucci, 1976) (Reprodução)

O futebol espanhol está em crise, afirma na edição de hoje, 12/8, o jornal El País.

Os Clubes devem 50 milhões de euros a 200 atletas da Primeira e da Segunda divisões espanholas, conforme nota da AFE.

Diante desta situação, os jogadores decidiram fazer greve nas duas primeiras rodadas do Campeonato Espanhol.

Trata-se de uma greve por motivo simples: por falta de pagamento de salário, os atletas não jogarão.

Aí está a face futebolística da atual crise econômica europeia.

Um campeonato de primeira grandeza, badalado como o espanhol, pode sofrer adiamento em seu início por uma greve.

A brutal crise econômica que a Europa vem atravessando nos últimos meses só podia levar a este quadro.

No caso espanhol, apenas Real Madrid e Barça vivem situação razoável, ancorada em apoio público, mas a verdade é que a crise não se limitará à Espanha.

Itália, Portugal, França e até Inglaterra passarão a sentir semelhantes reflexos em seus Clubes.

Para o futebol brasileiro e latino-americano, que sempre viveu com olhos no mercado europeu de atletas, o que ocorreu refletirá aqui.

Vários jogadores voltarão ao Brasil, enquanto muitos não mais partirão atrás do sonho europeu.

Esta situação acena com melhoras para os nossos campeonatos.

No futuro, com a consolidação da expansão econômica brasileira, nosso futebol preservará suas estrelas e estará à altura dos melhores campeonatos do mundo.


Link:
http://blogdocitadini.blog.uol.com.br/index.html

sábado, 6 de agosto de 2011

Sucesso de gigantes leva a 'Brasileirão das multidões'!

Sucesso de gigantes leva a 'Brasileirão das multidões' - do Lance!

Clubes de maior torcida do país disputam título e garantem, por enquanto, as vagas na Libertadores do ano que vem

Torcida do Corinthians no Pacaembu (Foto: Fernando Roberto)  
Primeiro na classificação, Corinthians lidera a média de público do Brasileirão deste ano (Foto: Fernando Roberto)
 
Daniel Leal e Mauricio Oliveira - Publicada em 06/08/2011
 
Não são apenas as torcidas de Corinthians e Flamengo que se divertem com a boa campanha de seus times no Campeonato Brasileiro deste ano. Logo abaixo, de terceiro a quinto lugares na tabela, fãs de São Paulo, Vasco e Palmeiras também fazem do Nacional o "mais popular" da história.

“(A torcida)
ajuda quando
tu estás com
dificuldade
grande em
uma partida.
Falei para os
atletas: ‘Se
não deu
primeiro
passe bem
dado, não
faz’. À medida
em que apoia,
o torcedor
passa confian-
ça e o atleta
sente isso”
Tite
Técnico do
Corinthians


“Em
momento
algum do ano,
eu me lembro
de ver a
torcida
contra.
O torcedor do
Flamengo é
muito forte e
é bom tê-lo ao
nosso lado.
É verdade que
sempre tem
uma meia
dúzia que fica
no pé, mas
eles sempre
voltam para
casa”
Vanderlei
Luxemburgo
Técnico do
Flamengo


“A torcida é
sempre
importante.
sempre gosto
de ir em um
estádio cheio.
Entendo que
(jogo) toda
quarta-feira e
domingo é
salgado para
o torcedor,
mas tendo um
bom jogo a
torcida volta”
Adilson Batista
Técnico do
São Paulo


“É curioso (os
cinco clubes
mais popula-
res liderarem
o BR-11), mas é
um fato que
não pode ser
desprezado.
Estarei atento
porque, se
isso tiver vida
longa, essa
influência
precisa de um
estudo mais
elaborado”
Ricardo Gomes
Técnico do Vasco            


“É importan-
tíssimo ter
o torcedor
presente,
empurrando
o time e
ajudando
os atletas”
Felipão
Técnico do
Palmeiras, antes
de enfrentar o
Flamengo e dos
33.575 pagantes
no Pacaembu
Sim, porque nunca – em 40 edições do Brasileirão – os cinco clubes de maior torcida do país ocuparam as cinco primeiras colocações.

Para se ter uma ideia do que isso representa, os times somam quase 100 milhões de torcedores (95,3 milhões mais precisamente), de acordo com a última pesquisa LANCE!-Ibope, realizada em 2010. Ou 49,4% do total da população brasileira!

Enquanto disputam o título, quatro deles cavam também as vagas na Libertadores do ano que vem – juntando-se a Vasco e Santos, este com vaga garantida por ser o atual campeão e dono de mais 5,2 milhões de torcedores no Brasil.

Pois em duas ou três rodadas, com tropeços, os gigantes podem perder espaço para os "emergentes" Botafogo, Fluminense, Internacional...
– Isso é tudo estatística, o futebol muda a cada momento e, aqui no Flamengo, sempre fazemos projeções de campeonato – afirma o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Curiosamente, o "Brasileirão das multidões" só não se reflete nas arquibancadas e quebra recordes de público por causa da Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

Sem o Maracanã, interditado para reformas desde o ano passado, por exemplo, o Fla tem jogado no Engenhão e no Cláudio Moacyr, em Macaé.

Tem média de 19.770 pagantes, menos da metade dos 41.553 por jogo que teve em 2009, quando foi campeão atuando na "sua casa".

Situação semelhante acontece com o Palmeiras – embora o Palestra Itália, também fechado para obras, não seja o estádio de São Paulo no Mundial. O time de Felipão atuou no Teixeirão, em São José do Rio Preto, no Canindé e no Pacaembu e tem média de 15.135.

O líder de público neste ano é o também líder do Brasileirão, o Corinthians, com 27.139 pagantes por jogo – fez todas as partidas no Pacaembu, com exceção da estreia, na Fonte Luminosa, em Araraquara, por causa de punição do STJD.

Público do Fla deve cair

O Flamengo jogará mais vezes do que previa em estádios pequenos até o fim do Brasileirão. O desejo do clube era atuar o maior número de vezes possível no Engenhão. Porém, a pedido do Botafogo, terá de ir a arenas menores em determinadas partidas.

O Glorioso pediu à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) que algumas partidas marcadas para o Engenhão sejam transferidas de local. O motivo é a maratona de jogos que o estádio enfrentaria, prejudicando a já irregular condição do gramado.

O pedido já foi feito, mas ainda não há uma decisão de quais jogos mudarão de local.

– O pedido foi no sentido de discutir casos em que três jogos são disputados quase que em seguida. Com base nisso é se vai fazer ajustes – explicou o diretor-executivo do Botafogo, Sérgio Landau.

Clássicos na reta final

Mais do que em outros anos, as multidões dos cinco clubes de maior torcida do país farão diferença na reta final do Brasileiro. As duas últimas rodadas de cada turno terão clássicos entre essas equipes, o que poderá colocar em jogo vagas em competições sul-americanas e até o título.

A decisão foi pensada para evitar um típico problema das temporadas passadas: clubes que escalavam times mistos nos jogos finais para prejudicar rivais em melhores condições na tabela.

Estão previstos três confrontos entre os cinco ponteiros até aqui do Brasileiro. Na penúltima rodada de cada turno (18 e 37, respectivamente), o São Paulo enfrenta o Palmeiras. Na última (19 e 38), são outros dois clássicos: Palmeiras x Corinthians e Flamengo x Vasco. Promessa de ainda mais festa nas arquibancadas.

COM A PALAVRA: Roberto Assaf
Colunista do LANCE! e historiador
'As grandes torcidas ainda farão a diferença'
Acho que se trata de uma coincidência o fato
de os cinco clubes de maior torcida estarem
no topo da tabela. Na minha opinião, estão
lá por, até agora, terem os melhores times
do campeonato.

O Corinthians chegou com time quase pronto.
O São Paulo acertou logo no início. O
Flamengo vem bem desde o Estadual. O
Vasco manteve o pique da Copa do Brasil. E o
Palmeiras é competitivo graças a Felipão.

Mas à medida em que o Brasileiro avança é
que a torcida vai ganhando um peso maior. O
Flamengo já levou mais de 25 mil contra o
Grêmio. Hoje, fará o mesmo. É natural. Como
tem torcida maior, vai levando cada vez mais
público ao estádio. Aí, sim, será sensível
essa diferença.

(Pesquisa nacional em 2010 em milhões de torcedores)

Confira os públicos do Flamengo como mandante

Confira os públicos do Timão como mandante

Confira os públicos do São Paulo como mandante


Confira os públicos do Palmeiras como mandante

Confira os públicos do Vasco como mandante

Paris Saint-Germain esbanja com milhões do Qatar!

Paris Saint-Germain esbanja com milhões do Qatar!

RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO

O país-sede da Copa de 2022 conseguiu desviar para a França a rota das contratações milionárias, normalmente concentrada em Itália, Espanha e Inglaterra.

Após a venda de 70% de suas ações para o Qatar Sports Investments (QSI), fundo de investimento do governo qatariano, o Paris Saint-Germain se intrometeu entre os ricos e virou o clube mais gastador da Europa.


Bertrand Guay/France Presse
Torcedor do PSG, na frente do estádio Parc des Pinces, veste camisa de Pastore, contratado por € 42 milhões
Torcedor do PSG, na frente do estádio Parc des Pinces, veste camisa de Pastore, contratado por € 42 milhões 

O time da capital levou para a França o goleiro da seleção italiana Salvatore Sirigu, o volante da Juventus Mohamed Sissoko e o meia-atacante Jérémy Ménez, da Roma.

Mas sua grande vitória foi bater o gigante Chelsea, que também possui um proprietário bilionário e disposto a gastar muito pelo argentino Javier Pastore, do Palermo.

O meia era um dos jogadores mais desejados do mercado europeu nesta temporada e acabou acertando com o PSG por € 42 milhões (R$ 93,6 milhões), segundo negócio mais caro da atual janela.

A transferência já foi confirmada por Pastore, mas não pelo clube. Há a possibilidade de ele ser apresentado durante o jogo de estreia no Francês, hoje, ante o Lorient.

Com a confirmação do negócio, o PSG será o recordista de gastos em toda a Europa nesta pré-temporada, com € 85 milhões (mais de 193 milhões). O valor representa mais de 52% do gasto dos times franceses com reforços.

Quem controla o projeto do clube, campeão nacional pela última vez em 1994, é o brasileiro Leonardo, que deixou de ser treinador da Inter de Milão para virar manager.

Ele tentou levar para Paris os meias Ganso e Lucas. Pelo menos por enquanto, os petrodólares que, segundo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, "compraram a realização" do Mundial-2022, não foram suficientes para isso.

O PSG não é o único clube europeu recém-elevado de patamar pelas montanhas de dinheiro vindas do Qatar.

O Málaga escapou do rebaixamento na temporada passada na Espanha após passar para as mãos do empresário Abdullah Al-Thani.

Na atual janela, gastou mais até do que os dois hegemônicos clubes do país, Barcelona e Real Madrid.

Agora, quer fazer frente a eles também em campo.

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/955552-paris-saint-germain-esbanja-com-milhoes-do-qatar.shtml