Time GRANDE!

Como você sabe que um time é Grande, mas GRANDE, mesmo? Quando os torcedores de TODOS os outros times torcem contra ele, oras!

Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

sábado, 7 de julho de 2012

Corinthians! - por José Roberto Torero!

Corinthians! - por José Roberto Torero, da Carta Maior

Agora o grito das arquibancadas não pode mais ser o tradicional “Vai, Corinthians!”. O Corinthians não precisa ir a lugar nenhum. Ele já chegou lá. Não havia como ser melhor. O Corinthians foi campeão com uma vitória indiscutível. E em cima do Boca, o bicho-papão do continente nesta última década. Vencer o mais lendário clube argentino foi a cereja do bolo.

Não havia como ser melhor. O Corinthians foi campeão com uma vitória indiscutível. E em cima do Boca, o bicho-papão do continente nesta última década. Vencer o mais lendário clube argentino foi a cereja do bolo.

Além disso, na semifinal passou sobre o Santos, campeão do ano passado.

Além disso, nas quartas passou pelo Vasco, time que enfrentou na final do mundial de 2000.

Além disso, teve a melhor defesa e o melhor saldo de gols.

Além disso, não perdeu um jogo sequer.

Foi um time solidário, com grande poder de marcação e com talentos individuais salvadores, que conseguiram fazer um milagre por partida.

Estes salvadores foram:

Cássio, goleiro que mostrou que não é grande apenas no tamanho, mas em qualidade, como na defesa fantástica contra o Vasco;

Edenílson e Alessandro, dois laterais regulares, que defendem bem e atacam com competência;

Chicão, que no ano passado amargou uma má fase e perdeu a vaga de titular para Paulo André, mas que este ano aproveitou-se da contusão do companheiro e voltou ao velho futebol;

Leandro Castán, em seu melhor momento na carreira, mas que infelizmente irá para o Roma;

Fábio Santos, lateral competente na defesa e que de vez em quando faz gols, como o que marcou contra o Emelec, nas oitavas;

Ralf, o carrapato incansável;

Paulinho, um volante que sabe sair jogando e marcou um gol importantíssimo contra o Vasco;

Alex, sempre inteligente, com bons passes e chutes;

Danilo, com gols decisivos e uma regularidade impressionante;

Romarinho, que fez apenas um jogo na Libertadores, mas que marcou um gol com frieza de torturador do Dops;

Jorge Henrique, o chato que marca como zagueiro e corre como atacante, um jogador que os outros torcedores odeiam mas que todos gostariam de ter em seu time;

E teve Emerson, o homem da decisão e da semifinal. Ele fez os dois gols de ontem, deu o passe para o gol de empate de Romarinho na primeira partida e marcou o gol contra o Santos na semifinal.

Mas o Corinthians também teve fatores decisivos fora de campo. Teve Tite, com sua “competenciabilidade” indiscutível. O Corinthians é hoje o time mais bem armado do país. Não, não joga bonito, mas dá gosto de ver sua aplicação tática.

Teve uma diretoria que soube manter a cabeça fria e manter o técnico depois da derrota no ano passado para o Tolima;

Teve uma preparação física excelente, que fez o time correr o tempo todo;

E teve sua torcida, que empurra o time até o último minuto de jogo. Aliás, é curioso notar que, na clássica foto tirada antes da final, o fundo é formado por sua imensa torcida. Uma torcida que está junto com o time até no pôster de campeão.

Por tudo isso, agora o grito das arquibancadas não pode mais ser o tradicional “Vai, Corinthians!”. O Corinthians não precisa ir a lugar nenhum. Ele já chegou lá.

José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

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