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Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

domingo, 23 de abril de 2017

Por que o Corinthians chegou à final do Campeonato Paulista e o Palmeiras não? - Marcos Doniseti!

Por que o Corinthians chegou à final do Campeonato Paulista e o Palmeiras não? - Marcos Doniseti!
Fábio Carille teve um excelente Mestre: Tite, é claro. 
Em teoria, o São Paulo era um adversário mais difícil para o Corinthians do que era a Ponte Preta para o Palmeiras. 

Assim, era mais provável que o Palmeiras chegasse à final do Campeonato Paulista e que o Corinthians, que é um time ainda em formação e que conta com um treinador (Fábio Carille, sério e correto) em início de carreira, fosse eliminado pelo São Paulo. 

Pelo menos a chance de eliminação do Corinthians era, teoricamente, maior do que a do Palmeiras. Quanto à isso, penso que restam poucas dúvidas.

O Corinthians enfrentava um rival tradicional, o SPFC, enquanto que o Palmeiras jogava contra um time tradicional, mas que não está sempre decidindo títulos importantes e que ainda corre atrás de um título de expressão na Primeira Divisão, que é a Ponte Preta. 

Obs: É bom esclarecer que considero que o time da Ponte Preta é muito bom, sendo muito bem organizado taticamente e possuindo bons valores individuais. O clube de Campinas também tem um bom e experiente treinador, que é o Gilson Kleina. O Corinthians poderá até ser Campeão Paulista, mas terá que jogar muito bem nas duas partidas contra o bom time campineiro, que chegou à decisão após eliminar Santos e Palmeiras. E nenhum time consegue fazer isso se não tiver méritos. E a Ponte Preta os tem, sem dúvida alguma. 

No entanto, o Corinthians chegou à decisão do Paulista, enquanto que o Palmeiras não conseguiu.

Por que isso aconteceu? Por vários motivos. 

Entendo que um dos fatores principais para que isso tenha acontecido é que o Corinthians fez um planejamento muito melhor do que o do Palmeiras para essa temporada, mesmo tendo investido muito menos dinheiro do que o rival. 

O Palmeiras/Crefisa se preocupou em contratar jogadores caros, de grande apelo junto à torcida e a mídia esportiva (Guerra, Borja, Felipe Mello, Michel Bastos), e que ganham salários altíssimos, mas fez isso sem consultar a sua comissão técnica para saber se eles eram, realmente, os jogadores dos quais a equipe precisava para suprir as suas deficiências. 

Com isso, chegaram jogadores para posições nas quais o Palmeiras já tinha bons jogadores (caso do ataque) e não vieram para as posições mais carentes do time (caso da lateral esquerda). O planejamento do Palmeiras, se é que houve algum, foi muito mal feito, portanto. 

Já o Corinthians, cuja diretoria cometeu inúmeros erros em 2016 (vender o Bruno Henrique e deixando-o sair no meio do Campeonato Brasileiro foi um dos mais graves), fez um planejamento realista e pé-no-chão para a temporada deste ano. 

Até porque não havia dinheiro em abundância para sair contratando, o Timão se preocupou em trazer jogadores não muito badalados, mas que viessem para suprir as deficiências do time, e fez isso sem gastar quase nada.

Assim, Gabriel assumiu a função que era de Bruno Henrique, e para a qual não houve substituto em 2016. Maycon, jogador revelado pela Base corintiana e que havia feito uma boa temporada pela Ponte Preta no ano passado, retornou para o clube e tem um bom desempenho nesta temporada, atuando junto com Gabriel na marcação do meio-de-campo e na proteção da defesa. 

A defesa corintiana, por sua vez, ganhou o reforço do ótimo zagueiro Pablo, que era um ilustre desconhecido e uma verdadeira incógnita para a torcida corintiana, mas que se transformou em um verdadeiro xerife da defesa, sendo que dificilmente perde uma disputa, seja pelo alto ou por baixo. Seu desempenho é tão bom que a torcida já exige a sua contratação em caráter definitivo. 

Além disso, a chegada de Jadson qualificou a criação do meio-de-campo, onde apenas Rodriguinho se destacou em 2016. E Jô, em quem muitos não acreditavam, está se tornando o 'Rei dos Clássicos', pois marcou 5 gols em 5 jogos contra os principais rivais do Corinthians (foram 3 gols marcados no SPFC, 1 no Palmeiras e 1 no Santos) neste Paulista.  

Com isso, o Corinthians qualificou e melhorou, inegavelmente, o seu elenco, mesmo sem ter gasto muito. Afinal, Jadson, Jô e Gabriel vieram para o Timão quando estavam sem vínculo com qualquer outro clube. 

Portanto, o Corinthians não gastou um centavo sequer para que eles viessem jogar pelo clube. 

Como já afirmei, Maycon já é jogador do Timão, revelado na Base, e retornou de empréstimo, enquanto que Pablo veio emprestado pelo Bordeaux. E o jovem Guilherme Arana, que já era bastante utilizado desde 2015, tornou-se o titular absoluto da lateral-esquerda após a saída de Uendel para o Inter-RS.

Simultaneamente, vieram alguns jogadores para compor elenco (Paulo Roberto, Felipe Bastos, Kazim) e Carille apostou em vários jogadores da Base, que foram utilizados em várias partidas (Léo Jabá, Léo Santos, Pedrinho). 

O grande problema do Corinthians neste ano, no entanto, está sendo a total falta de tempo para treinar. Até agora o Corinthians não teve uma única semana 'cheia', ou seja, inteiramente livre para treinar. As partidas do Corinthians sempre foram disputadas, desde o final de Janeiro, no meio de semana e no final de semana. 

A próxima semana, antes da primeira partida decisiva contra a Ponte Preta (em Campinas), será a primeira na qual Fábio Carille poderá treinar os jogadores durante todos os dias, o que é algo inédito para o Timão em 2017.

É por isso que, até agora, Carille está usando o mesmo esquema tático (4-2-3-1) e está sempre colocando o mesmo time titular para jogar: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e G. Arana; Gabriel, Maycon; Jadson, Rodriguinho, Romero; Jô. 

Com certeza, os torcedores do Corinthians já decoraram a escalação do time. 

Afinal, fazer isso é a única maneira de tentar entrosar o time, ou seja, fazer com que os mesmos jogadores joguem sempre juntos e sempre no mesmo esquema tático. 

E os bons resultados colhidos pelo Corinthians no Campeonato Paulista e na Sul-Americana (vitória de 2 X 0 sobre a Universidade do Chile) mostram que o trabalho de Carille está no rumo correto. 

A eliminação na Copa do Brasil, para o Inter-RS, se deu em função dos inúmeros gols perdidos pelo time naquela segunda partida (foram cinco) e não porque o trabalho de Carille esteja sendo mal feito. Muito pelo contrário. 

E estes bons resultados fizeram com que os próprios jogadores do Corinthians passassem a acreditar cada vez mais no trabalho sério de Carille, algo que Gabriel disse após o final do primeiro jogo semifinal contra o SPFC. E Jadson afirmou, logo depois desta mesma partida, que o treinador 'tem o grupo na mão'. 

Assim, Carille é respeitado pelo grupo de jogadores. E ele também tem o respaldo da diretoria do clube, que afastou Cristian do elenco quando este criticou o treinador em uma entrevista. 

Desta maneira, Carille pode fazer o seu trabalho sem sofrer maiores pressões, a não ser aquelas da própria Fiel Torcida, que é sempre muito exigente e que deseja sempre ver o Corinthians ser campeão. 

E a chegada à final do Paulista 2017 após vencer três jogos e empatar contra os rivais (São Paulo, Santos e Palmeiras), fazendo com que o Corinthians permaneça invicto em clássicos disputados neste ano, mostra o potencial do time corintiano, que deverá ter mais tempo disponível para treinar após o fim do Campeonato Paulista. 

Afinal, depois que o Campeonato Paulista terminar, o Corinthians irá disputar apenas dois campeonatos simultâneos (Brasileiro e Sul-Americana), enquanto que os seus principais rivais irão disputar três (Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores ou Sul-Americana). Com isso, o Corinthians sofrerá um desgaste menor até o final desta temporada. 

Porém, é bom que se diga que o Corinthians precisa, sim, reforçar o seu elenco e é claro que a diretoria do clube sabe disso. Embora isso não tenha sido anunciado, tudo aponta para que o bom jogador Clayson, da Ponte Preta, possa vir a jogar pelo Timão depois que o Paulista terminar. 

Mesmo que Clayton (que jogou bem contra o Luverdense, mas que caiu de rendimento depois) comece a se destacar e Marquinhos Gabriel (que fez duas boas partidas contra o Inter-RS) e Giovanni Augusto (que entrou jogando bem na primeira partida contra o Inter-RS) se recuperem, seria bom que o Corinthians contratasse mais um goleador (para o caso de quando Jô não tiver condições de jogo), um lateral-direito, um volante de marcação e um zagueiro. 

Afinal, durante o ano o time sofrerá com desfalques em função de jogos da Seleção Brasileira (Fagner sempre é convocado; G.Arana é convocado para a Seleção sub-20) e contusões, suspensões. 

E talvez Carille possa usar, mais vezes, alguns jogadores da Base (Léo Jábá, Marciel, Pedrinho, Carlinhos, Léo Santos) que tiveram pouco espaço neste início de temporada em função da limitação imposta pela FPF para a inscrição de jogadores na competição e porque Carille precisou priorizar o entrosamento do time em função de não ter tido tempo para treinar. 

Assim, com mais alguns reforços, o Timão teria um time mais qualificado e em condições de conquistar mais um título no segundo semestre (do Brasileiro ou da Sul-Americana). 

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