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Do proprietário deste blog, Marcos Doniseti.

domingo, 4 de junho de 2017

O Esquema tático de Carille: As razões do sucesso do Corinthians! – Marcos Doniseti!

O Esquema tático de Carille: As razões do sucesso do Corinthians! – Marcos Doniseti!
Jadson e Rodriguinho são dois dos principais jogadores do Timão. 
Um dos principais motivos do sucesso do Corinthians até este momento é, sem dúvida alguma, a organização tática eficiente que o treinador Fábio Carille implantou.

No início da temporada, Carille adotava o mesmo esquema tático que o consagrado treinador Tite utilizava, que era o 4-1-4-1. 

Mas o resultado não foi muito bom. 

Corinthians na defesa!

Neste esquema (4-1-4-1), o atacante Jô ficava muito sozinho, isolado entre os zagueiros adversários, e pouco produzia. E a defesa corintiana também ficava mais exposta, pois havia apenas um jogador de marcação em frente à linha de quatro defensores. 

Percebendo isso, Carille mudou para o esquema 4-2-3-1, que também sofre uma variação durante vários momentos do jogo, alternando para o 4-2-2-1-1. 

No 4-2-3-1/4-2-2-1-1 que Carille adotou, a formação do Corinthians fica mais sólida defensivamente, pois temos dois jogadores de marcação em frente à defesa (os bons Gabriel e Maycon). 

Além disso, dos três jogadores do meio-de-campo (Jadson, Romero e Rodriguinho), Jadson e Romero voltam sempre para fechar os lados da defesa corintiana quando o Timão é atacado. 

Desta maneira, sempre que o Corinthians é atacado, formam-se duas fortes linhas de quatro defensores: A primeira linha tem Jadson, Gabriel, Maycon e Romero e a segunda conta com Fagner, Balbuena, Pablo e Arana. 

Nesta situação Jô fica mais à frente, marcando a saída de bola dos adversários, enquanto que Rodriguinho fica um pouco atrás, na altura do meio-de-campo defensivo, e logo à frente da primeira linha de defesa corintiana.

Sistema Defensivo Sólido!

Este esquema de jogo dá ao Corinthians um forte poder de marcação, deixando poucos espaços para os adversários. Estes não conseguem organizar jogadas de ataque e raramente entram na área do Corinthians tocando a bola. 

Assim, os adversários do Timão acabam apelando ou para os famosos ‘chuveirinhos’ ou para chutes de fora da área que são feitos em condições precárias, pois a defesa do Corinthians está sempre bem posicionada e dá pouco ou nenhum espaço para o adversário criar jogadas e penetrar na área. 

Portanto, não é à toa que a defesa do Corinthians é, atualmente, uma das menos vazadas do futebol brasileiro. Somando todas as partidas disputadas pelo Timão em 2017, a média de gols sofridos é pouco superior a 0,5 gol por jogo. 

Outra consequência deste esquema é que o Corinthians faz muitos desarmes e rouba muitas bolas do adversário e parte para o contra-ataque, situação na qual o Timão faz grande parte dos seus gols. E estes números poderiam ser ainda melhores se muitos contra-ataques não fossem desperdiçados. 

Esse estilo de jogo, caracterizado por forte marcação, sistema defensivo sólido, roubadas de bola e contra-ataques ajudam, e muito, a explicar porque o time do Corinthians alcança um excelente aproveitamento (superior a 73%) quando joga fora de casa e, assim, pode atrair o adversário e joga nos erros do mesmo. 

Corinthians atacando!

Quanto o Corinthians parte para o ataque, os três jogadores do meio-de-campo (Jadson, Romero e Rodriguinho) atacam, formando um trio, que se junta ao mais avançado Jô. Dos três, Rodriguinho é o que joga mais avançado e o que tem mais liberdade para atacar, aproximando-se mais de Jô. 

Logo, o 4-2-3-1 inicial se transforma em um 4-2-2-1-1. 

Desta forma, Jô deixa de ficar isolado na frente e passa a ter um companheiro para trocar passes e criar jogadas (Rodriguinho). Os outros jogadores do meio-de-campo (Jadson e Romero) também vão para o ataque. E o mesmo acontece com G.Arana, que é muito bom ofensivamente. 

Com a adoção deste esquema, Rodriguinho subiu muito de produção e passou a marcar muito mais gols, como foi o caso daquele que marcou contra a Ponte Preta, quando recebeu assistência de Jô, em uma triangulação que também contou com a importante participação de Romero. Não é à toa, portanto, que Rodriguinho divide a artilharia da temporada com Jô.

Logo, neste esquema, Rodriguinho tem uma função mais ofensiva do que Jadson e Romero, possuindo muito mais liberdade para ir à frente, onde se aproxima de Jô, junto com quem organiza as jogadas de ataque do Timão. 

É bom que se diga que Jô não se limitar a marcar gols. Ele tem ótima qualidade de passe, participa ativamente da articulação de jogadas de ataque e ajuda na marcação da saída de bola adversária. 

Com a mudança do esquema tático, que permite a aproximação de um jogador de meio-de-campo (Rodriguinho, principalmente), Jô subiu muito de produção e melhorou muito a qualidade do seu jogo. 

Jadson e Romero atacam, também, mas vindo mais de trás, devido às importantes funções defensivas que exercem. Logo, Jadson e Romero avançam, para participar da articulação das jogadas, e depois recuam, para recompor a marcação do time.


O treinador Fábio Carille diz que está sendo desenvolvido um trabalho para fazer com que o Corinthians tome a iniciativa do jogo e não fique apenas jogando no contra-ataque, nos erros do adversário. 

E o trabalho já está surtindo efeito, como se viu na partida contra o Santos, principalmente no segundo temo. 

Jadson e Romero: Os Sacrificados!

Com isso, neste esquema de jogo que Carille adotou, Jadson e Romero são os mais sacrificados e os que mais se desgastam fisicamente, pois eles participam das jogadas de ataque e ainda tem que recompor rapidamente para fechar a defesa do Corinthians, quando o time é atacado. 

Desta forma, eles ficam num vai-e-vem durante o jogo inteiro, o que é muito cansativo para ambos, é claro. 

Na partida contra o Atlético-GO já ficou evidente o desgaste que atingiu os dois jogadores, principalmente Jadson, que não fez uma boa exibição. Romero, por sua vez, fez ótima partida, mas cansou no segundo tempo e teve que ser substituído. 

Opções para substituir Jadson e Romero!

Talvez seja o caso de Carille começar a pensar em um substituto para Jadson, que exerça as mesmas funções que ele e sem que o time venha a sofrer com perda de qualidade técnica, pois o mesmo precisará se recuperar do intenso desgaste que sofrerá durante o campeonato e ficará fora de várias partidas. E isso terá que ser feito até para evitar que Jadson venha a sofrer contusões musculares. 

Uma boa opção, pelo que demonstrou na partida contra o Vitória, seria colocar Marquinhos Gabriel no lugar de Jadson. 

E para o lugar de Romero, as alternativas seriam Clayson ou Clayton, bem como Giovanni Augusto, quando o mesmo se recuperar da cirurgia que fez. Dos três, 
G.Augusto é o melhor tecnicamente. 

Nestes quatro casos, porém, o Corinthians ficaria mais ofensivo, mas perderia em poder de marcação.

Outra ótima alternativa, que Carille poderia usar mais vezes, é Camacho, que é um jogador muito bom tecnicamente, com ótima qualidade de passe. Sua atuação no segundo tempo na vitória contra o Santos (2 X 0, gols de Romero e Jô), no Brasileiro 2017, é uma demonstração clara disso. 

Felipe Bastos foi outro jogador que entrou bem na partida contra o Santos. Ele veio do futebol árabe, cujo nível técnico e de competitividade é muito abaixo do futebol brasileiro e sentiu isso nos primeiros meses do ano. 

Agora, como se pôde perceber no tempo em que jogou contra o Santos, tudo indica que o nível do seu futebol já está bem melhor. Assim, Felipe Bastos também poderá ser uma boa opção para Fábio Carille durante o Brasileiro, campeonato muito longo no qual contusões e suspensões são frequentes.

Além disso,, em breve o Corinthians terá o retorno de Danilo ao time. Não sabemos em quais condições se dará a sua volta, mas ele é um ótimo jogador, com visão de jogo, ótima qualidade de passe e que ajuda muito na marcação, fechando os espaços. Mesmo que não possa jogar uma partida inteira, Danilo poderá ser uma importante opção para entrar no segundo tempo de inúmeras partidas. 

Afinal, o Campeonato Brasileiro é bastante longo. 

Variações Táticas!

É claro que quando o Corinthians ataca ou contra-ataca um número maior de jogadores acaba participando das jogadas do que aquilo que vemos nos números dos esquemas táticos (4-2-3-1 ou 4-2-2-1-1). Mas o ponto de partida, o posicionamento inicial dos jogadores em campo, para que as jogadas aconteçam, são estes esquemas que analisei aqui. 

Assim, o ótimo Guilherme Arana também participa de muitas jogadas ofensivas do Timão, pois tem ótima qualidade de passe e faz ótimos cruzamentos para a área adversária, dando muitas assistências, principalmente para Jô e Rodriguinho (vide o gol contra o Atlético-GO). 

Maycon e Fagner também acabam participando de jogadas ofensivas do Corinthians, mas eles fazem isso com muito mais cautela do que Arana. Fagner participa de muitas jogadas de gol do Corinthians, tal como se viu nas partidas contra a Chapecoense e o Santos. 

Afinal, se os dois partirem com tudo para o ataque, eles poderão abrir muitos espaços na defesa e serão surpreendidos em eventuais contra-ataques. Ambos apoiam, mas a preocupação principal de Maycon e Fagner é mais de ordem defensiva. 

E quando o adversário contra-ataca nos espaços abertos pelos avanços de Fagner ou de Arana (que recuam rapidamente quando o time é atacado), Jadson e Romero é que procuram fechar os mesmos, bloqueando ou dificultando as ações do adversário. 

Em outros momentos, se Jadson ou Romero estiverem muito avançados, Gabriel, Maycon e até Pablo também fazem essa cobertura. 

O fato concreto é que o esquema de jogo que foi adotado por Carille está sendo muito bem sucedido e junto com a qualidade do elenco do Corinthians, a determinação dos seus jogadores e o apoio da Fiel Torcida, o mais provável é que veremos o Corinthians brigando pelo título do Campeonato Brasileiro deste ano.  

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